Palavras
" Entrou no carro nervosa...o que ela pensava que estava fazendo...como iria contar pra ele???? Ele sabia muito bem do seu sonho...mas sempre foi tão distante...e agora o pai dizia que ela podia ir, que estava livre para fazer o que quisesse...Sabia que na cabeça dele quando o pai a "libertasse" eles saíriam todos os dias, poderiam até dormir juntos...como ela contaria a ele que não era isso que ela queria?? Não que ela não o amasse...mas ela simplesmente desejava outras coisas além disso...Agora eles passavam pela avenida principal...não estava muito movimentada..." O que vc quer afzer hoje?". " Preciso te contar uma coisa!". " Tudo bem...vamos comer alguma coisa e você me fala tá?". Ela não respondeu, tinha ensaiado em casa pãra que as coisas saíssem direito...Não era assim que tinha planejado, falar de uma vez...
Girava a chave na fechadura muuuito devagar. Não sabia pq fazia isso, já que o pai a tinha "libertado"...Subia as escadas com o mesmo cuidado...Mas apesar da vontade de fazer silêncio, tirou a roupa e entrou no chuveiro, sentia a água lavando, tirando do seu corpo toda a nojeira que ele tinha lhe dito...sentia as letras, as palavras, as frases odiosas escorregarem uma a uma..."
Escrito por Jô às 13h56
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Acabei hoje de ler Sidarta...Amei o livro...Só não gostei de duas coisas:
-Ele acaba...queria que durasse enquanto dura minha existência...nos faz acreditar que as coisas podem ser diferentes!
-Apesar de acreditar na diferença, eu não acredito na doutrina final...quer dizer, eu acho perfeita! Mas a prática dela??? Eu acho muito improvável!!!! Sidarta acredita que o homem pode amar todas as coisas...e mesmo assim, ele sai da casa do pai, com a certeza de que não vai mais voltar e ainda assim...não chora, não se sente triste!!! Não consigo me imaginar fazendo isso!!! Muito pelo contrário, eu saio com a certeza de que dentro de cinco dias eu volto...e...ainda assim...sinto como se...não fosse aguentar... Sei lá...queria simplesmente acreditar que isso pudesse acontecer...
Ou não...
Escrito por Jô às 16h26
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Canto de um Povo de um Lugar
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Todo dia o sol levanta E a gente canta O sol de todo dia
Fim da tarde a terra cora E a gente chora Porque finda a tarde
Quando a lua amansa E a gente dança Venerando a noite
Eu chorei quando achei essa música...minha mãe cantava pra eu dormir...e depois eu cantei pro meu irmão...agora canto pros meus mininos e pra minha princesa...é liinda!
Saudades de vc Rô! Você tem feito tanta diferença na minha vida....Adoro vc!!!
Escrito por Jô às 18h58
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